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Cofres inteligentes e mentes despertas: 2.ª semana do Rob9-16 desvenda o “Código Secreto”

Cofres inteligentes e mentes despertas: 2.ª semana do Rob9-16 desvenda o “Código Secreto”

Há quem chegue porque os pais insistiram. Outros porque um amigo convenceu. Há ainda quem venha já com o sonho de seguir engenharia. No final, porém, as diferenças esbatem-se: todos acabam de olhos postos no mesmo desafio — proteger o cofre que construíram e descobrir se conseguem ultrapassar o sistema de segurança criado pelas equipas adversárias.

Foi este o ambiente vivido na segunda semana do Rob9-16, que decorreu entre 6 e 10 de julho, no Campus Oeiras, sob o tema “Código Secreto”. Ao longo da semana, os 23 participantes construíram cofres inteligentes recorrendo a sensores, programação e eletrónica, mas passaram também por desafios de física e engenharia que transformaram conceitos científicos em experiências práticas

Antes mesmo de ligarem cabos e programarem sensores, houve ovos lançados de grandes alturas, foguetões impulsionados por reações químicas e muitos momentos de tentativa e erro. Para alguns, foram precisamente esses desafios que despertaram a curiosidade.

Foi o caso de Diogo Cunha, de 13 anos. Veio porque a mãe de um amigo falou da atividade e acabou por encontrar no lançamento de foguetões e na construção de um sistema de proteção para um ovo os momentos mais divertidos da semana. A engenharia continua a ser uma hipótese em aberto, mas admite que a experiência superou as expectativas.

Também Pedro Ahmad chegou sem grande convicção. Confessa que veio por insistência dos pais e que a programação não é propriamente algo que o cative. Ainda assim, reconhece que valeu a pena: “É só uma semana e aprendo coisas novas.”

Entre os participantes havia também quem já alimentasse uma curiosidade antiga por estas áreas. Nuno Lopes, de 11 anos, sonha seguir engenharia mecânica, robótica ou aeroespacial e aproveitou cada atividade para aprofundar conhecimentos. Mais do que construir projetos, interessava-lhe perceber por que razão funcionavam. “As leis de Newton, a Lei de Ohm, a resistência do ar, a gravidade… tudo o que possa aprender a mais, ponho sempre dentro”, explica.

Esse entusiasmo é partilhado por José Martins, que regressou ao Rob9-16 depois de uma primeira experiência bem-sucedida. Apaixonado por programação, encara o desafio final com confiança: criar um código suficientemente seguro para impedir qualquer tentativa de invasão ao seu cofre.

Já Artur Silva, participante pela terceira vez, não pensa seguir engenharia, mas continua a encontrar nestas atividades um espaço para aprender enquanto se diverte. Este ano, destaca a programação em Arduino e os conceitos de física explorados durante a semana.

Para Rosa Santos, monitora da atividade, a aprendizagem aconteceu dos dois lados. Recém-licenciada em Higiene Oral, aceitou o desafio de acompanhar um grupo de jovens numa área completamente diferente da sua formação.

“Não sabia nada de eletrónica e agora até já sei o nome dos cabos”, conta, divertida. Mas aquilo que mais a surpreendeu foi a curiosidade dos participantes. “Na apresentação sobre sensores e atuadores fizeram muitas perguntas e alguns até deram respostas bastante completas. Nota-se que muitos já têm interesse por estas áreas.”

Mais do que construir um cofre inteligente, a semana acabou por abrir portas a novas descobertas. Uns confirmaram o interesse pela engenharia, outros perceberam simplesmente que aprender pode ser muito mais divertido quando se experimenta, se testa e se falha sem medo.

E talvez ninguém tenha resumido melhor estes cinco dias do que Nuno Lopes, quando lhe perguntaram o que diria a um amigo que estivesse a pensar participar: “É uma ótima experiência. É divertido, aprende-se muito, os monitores explicam tudo muito bem e, sempre que houver oportunidade para vir, vale a pena.”