ESA BIC Tagus seleciona três startups portuguesas na primeira call e abre nova vaga para mais três startups
A ESA BIC Tagus revelou as três primeiras startups selecionadas para integrar o seu portefólio: Altitude, SKYLAB e HydroAI. As candidaturas foram escolhidas pela combinação rara de profundidade tecnológica, visão de mercado e potencial de escala internacional que apresentam.
Num setor em rápida expansão, onde se antecipam múltiplos unicórnios do espaço na próxima década, as três startups destacam-se como fortes candidatas a liderar essa transformação a partir de Portugal — marcando o arranque de uma nova vaga de inovação espacial nacional, num setor cada vez mais estratégico e dominado por grandes players globais.
Com esta primeira coorte, a ESA BIC Tagus afirma-se como um novo hub de referência para identificar e escalar as startups mais promissoras do setor espacial em Portugal, servindo de porta de entrada para projetos com ambição global. As três startups selecionadas representam áreas críticas e emergentes do setor — da infraestrutura orbital às aplicações terrestres —, cobrindo comunicações óticas avançadas, acesso flexível ao espaço e inteligência baseada em dados de observação da Terra para a sustentabilidade.
Altitude, spin-off tecnológica nascida da investigação desenvolvida no Instituto Superior Técnico e no INESC MN, está a desenvolver uma nova geração de componentes óticos para comunicações espaciais. A empresa aposta numa tecnologia inovadora baseada em meta superfícies de sílica para aumentar a robustez, estabilidade e eficiência das comunicações óticas entre satélites e estações terrestres, contribuindo para infraestruturas espaciais mais resilientes e fiáveis.
A SKYLAB pretende democratizar o acesso ao espaço através do desenvolvimento de um serviço reutilizável de lançamento suborbital, destinado a universidades, centros de investigação, agências espaciais e indústria. A equipa fundadora reúne vasta experiência em engenharia aeroespacial, tendo participado no desenvolvimento de mais de duas dezenas de veículos lançadores e em operações no Porto Espacial de Santa Maria, nos Açores.
A HydroAI, terceira startup selecionada, utiliza dados de observação da Terra para desenvolver uma plataforma inteligente de monitorização de recursos hídricos, permitindo acompanhar o volume de albufeiras, prever disponibilidades de água, caracterizar fundos e monitorizar a qualidade da água. Ao cruzar inteligência artificial com dados de satélite, a HydroAI posiciona-se num dos mercados mais críticos da próxima década: a gestão inteligente de recursos naturais num cenário de escassez hídrica crescente.
A integração destas startups na ESA BIC Tagus vai permitir acelerar o seu desenvolvimento tecnológico e comercial, através do acesso a financiamento, mentoria especializada, apoio técnico da Agência Espacial Europeia e ligação a uma rede internacional de parceiros, investidores e empresas do setor.
Em simultâneo, a ESA BIC Tagus anuncia a abertura de uma nova call de candidaturas, a decorrer entre 30 de julho e 5 de outubro, destinada a três novas startups que pretendam integrar o programa até ao final de 2026.
Mais do que apoiar startups, a ESA BIC Tagus pretende criar um ambiente onde ciência, engenharia e empreendedorismo trabalham em conjunto, transformando tecnologia espacial em soluções para os desafios da sociedade — apoiando uma nova geração de empreendedores capazes de converter investigação de excelência em produtos, serviços e empresas que contribuam para o crescimento da economia do espaço a partir de Portugal.
Sobre o ESA BIC Tagus
O ESA BIC Tagus integra a rede de centros de incubação de empresas da Agência Espacial Europeia (ESA), que apoia startups na utilização de tecnologias e dados espaciais para o desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicação no mercado terrestre. Em Portugal, o programa é coordenado pelo Instituto Superior Técnico, em colaboração com parceiros do ecossistema de inovação, contribuindo para o fortalecimento do setor espacial nacional e para a promoção do empreendedorismo tecnológico. Este programa é apoiado pela Agência Espacial Europeia, Município de Oeiras, Governo Regional dos Açores, Agência para a Investigação e Inovação e Agência Espacial Portuguesa.